Notícias
Cinco práticas de inteligência tributária que empresas precisam adotar para garantir compliance e eficiência em 2026
Saiba como mitigar riscos e identificar oportunidades na convivência de dois sistemas tributários
O ano de 2026 marca o início oficial da convivência entre o sistema tributário atual (composto por PIS, COFINS, ICMS, ISS) e o novo modelo dual (IBS e CBS). Para o mercado corporativo, isso significa que a Reforma Tributária já começou na prática. Diante da complexidade de gerir dois regimes simultaneamente, grandes empresas têm focado em cinco práticas fundamentais de inteligência fiscal para mitigar riscos e identificar oportunidades de eficiência fiscal.
Segundo Ana Maciel, diretora de conteúdo tributário da Vertex, líder global em tecnologia tributária e que tem em seu portfólio a Systax, companhia nacional com a maior base de regras fiscais, o momento não é mais de uma preparação apenas conceitual, masmas de execução qualificada. “As organizações que saíram na frente foram as que abandonaram as planilhas manuais e integraram a gestão fiscal à estratégia de negócios, sem perder de vista análises mais amplas de viabilidade, impactos financeiros e efeitos na formação de preços, sempre com foco na qualidade do dado e na previsibilidade financeira”, analisa ela.
Para Ana, a tecnologia deixou de ser um diferencial para se tornar um pré-requisito de sobrevivência. "O maior erro que ainda temos visto hoje, mesmo com o início da fase de transição, é tratar a gestão fiscal de 2026 como se fosse a mesma do passado. A margem para praticamente erropraticamente nenhum erro acabou. As empresas que estão se destacando são aquelas que entenderam que a inteligência tributária agora dita desde a escolha do fornecedor até o preço final na gôndola”, alerta a executiva.
Ou seja, de acordo com a especialista da Vertex, quem ainda não automatizou seu sistema está perdendo competitividade e, pior, acumulando risco estrutural, com impactos financeiros, fiscais e operacionais que tendem a se materializar no curto prazo. Pensando nisso, Ana destaca cinco práticas que devem ser aplicadas por organizações com maior complexidade operacional no atual contexto. Confira!
Saneamento cadastral em tempo real
A classificação fiscal incorreta de um produto ou serviço (NCM, NBM) agora gera impactos duplicados, afetando tanto a tributação atual quanto a nova. “As empresas devem implementar rotinas de controles contínuos em seus cadastros de itens. Não se trata mais de uma revisão anual, mas de uma validação automática a cada entrada de nota", sinaliza a diretora de conteúdo tributário.
De acordo com Ana, isso garante que a regra tributária aplicada esteja sempre atualizada conforme as Notas Técnicas mais recentes, evitando o pagamento indevido ou a rejeição de créditos.
Simulação de cenários: Origem vs. Destino
Com a mudança gradual da tributação para o destino, ou seja, onde ocorre o consumo, o racional logístico também mudou. Segundo a especialista, atualmente as empresas de inteligência fiscal já utilizam simuladores para calcular o custo real de cada operação.
“A prática consiste em antes de fechar um novo fornecedor para compra ou até mesmo uma venda, comparar quais os impactos, principalmente o tributário, de movimentar uma mercadoria de um estado para o outro sob as novas regras, permitindo ajustes na malha logística para preservar margens”, explica Ana.
Auditoria preventiva de fornecedores
“No novo sistema de não cumulatividade plena, o crédito tributário da sua empresa depende da regularidade do seu fornecedor. Por isso, as companhias devem adotar a prática de monitorar automaticamente a saúde fiscal de seus parceiros comerciais”, recomenda a executiva da Vertex.
O objetivo é evitar a tomada de créditos que seriam glosados pelo Fisco, garantindo que toda a cadeia de suprimentos esteja em compliance.
Preparação do caixa para o split payment
Embora a implementação do split payment seja gradual, Ana recomenda que as empresas adaptem os seus sistemas financeiros para essa realidade. “A prática envolve a conciliação automática entre o que é faturado e o que será efetivamente recebido após a retenção do imposto na liquidação financeira. Isso oferece ao setor financeiro uma visão real do fluxo de caixa, evitando surpresas de liquidez”, explica ela.
Monitoramento automatizado de regras fiscais
O volume de novas normas, exceções e regulamentações estaduais e municipais durante a transição é massivo. Por isso, em vez de depender de acompanhamento humano de diários oficiais, as empresas podem utilizar motores de regras fiscais que atualizam seus ERPs automaticamente.
"A inteligência tributária em 2026 é sobre acuracidade e velocidade. O Fisco já é digital e opera em tempo real. A empresa que tenta acompanhar esse ritmo manualmente está, invariavelmente, ficando para trás. Estas cinco práticas são a base para quem quer atravessar a transição não apenas seguro, mas mais eficiente", finaliza Ana.
Links Úteis
Indicadores diários
| Compra | Venda | |
|---|---|---|
| Dólar Americano/Real Brasileiro | 4.9756 | 4.9856 |
| Euro/Real Brasileiro | 5.8651 | 5.8789 |
| Atualizado em: 24/04/2026 18:30 | ||
Indicadores de inflação
| 01/2026 | 02/2026 | 03/2026 | |
|---|---|---|---|
| IGP-DI | 0,20% | -0,84% | 1,14% |
| IGP-M | 0,41% | -0,73% | 0,52% |
| INCC-DI | 0,72% | 0,28% | 0,54% |
| INPC (IBGE) | 0,39% | 0,56% | 0,91% |
| IPC (FIPE) | 0,21% | 0,25% | 0,59% |
| IPC (FGV) | 0,59% | -0,14% | 0,67% |
| IPCA (IBGE) | 0,33% | 0,70% | 0,88% |
| IPCA-E (IBGE) | 0,20% | 0,84% | 0,44% |
| IVAR (FGV) | 0,65% | 0,30% | 0,40% |